A agroecologia promove muitas contribuições para a nossa saúde e a Natureza. Alimentos sem agrotóxicos ajudam a cuidar do solo, da água e do ar. Os animais também agradecem a preservação do ambiente e merecem ser tratados com carinho. “Dar ênfase ao equilíbrio da natureza gera ecossistemas mais saudáveis”, explica a reportagem do site Conquiste sua Vida.
Alimentos cultivados sem agrotóxicos, aditivos químicos, pesticidas, hormônios de crescimento ou antibióticos protegem a saúde e ajudam a evitar várias doenças. “Reações alérgicas e respiratórias, problemas neurológicos, distúrbios hormonais em homens e mulheres, cânceres e distúrbios na fertilidade, como a redução do número de espermatozoides” podem ser minimizados se as pessoas repensarem seus hábitos alimentares. Além disso, “os solos mais ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maiores concentrações de nutrientes e fitoquímicos antioxidantes, como polifenóis e carotenoides”, que trazem mais bem-estar para a nossa vida!
Para completar, o cultivo de produtos sem agrotóxicos é geralmente desenvolvido por núcleos familiares. A agricultura familiar contribui para que as pessoas garantam seu sustento apesar dos desafios tecnológico e social impostos pelo poder das multinacionais. O consumidor consciente sabe que ao escolher alimentos orgânicos e sem agrotóxicos está ajudando muitas famílias!
Na realidade consumir produtos cultivados sem o uso de agrotóxicos traz bem-estar em todos os sentidos: os alimentos orgânicos geralmente são colhidos próximos à sua região, estão mais frescos e são mais nutritivos, a Natureza agradece e no final das contas as pessoas têm mais imunidade e menos problemas de saúde no futuro.
Os impactos ambientais do uso dos agrotóxicos causam espanto. Pesquisadores do mundo todo alertam para a alta contaminação de todas as formas de vida não geneticamente modificadas e a poluição biológica descontrolada, que ameaçam de extinção plantas e animais e outros seres vivos. De acordo com reportagem do GMO Awareness, há sérias constatações de que os agrotóxicos interferem no equilíbrio natural: o pólen do milho transgênico causou alta mortalidade das borboletas monarca e plantas geneticamente modificadas alteraram o número da população de abelhas; os inseticidas contribuíram para a diminuição do número de insetos aquáticos que serviam como alimento a peixes e anfíbios; os mosquitos ganharam resistência aos pesticidas assim como outros insetos que acabam com as plantações sem que o homem possa controla os. Essa situação está tão descontrolada que alguns agricultores preferem usar mais tóxicos, mais vezes e em maior quantidade para tentar erradicar as pragas. Ou pior, contratam mais trabalhadores para cortar as plantas e eliminar as “ervas daninhas” literalmente pela raiz. Os especialistas avaliam que já vivemos uma epidemia de superpragas!
É preciso também alertar as pessoas para os riscos que o consumo de alimentos cultivados com uso de agrotóxicos traz para a saúde. Pesquisadores constataram que comer transgênicos pode aumentar o risco de doenças nos seres humanos. A conclusão de um estudo publicado no Journal of Hematology & Thromboembolic Diseases indica que os pesticidas têm relação com os diagnósticos de anomalias no sangue, como anemia e até a leucemia. Em outros estudos os agrotóxicos aparecem como causadores de outros problemas como infertilidade, malformações congénitas, esterilidade, alteração no sistema imunológico, envelhecimento precoce, desregulação dos genes, câncer, alteração da função dos órgãos e disfunção no rim, pâncreas, baço e no sistema gastrointestinal, entre outras enfermidades.
Para piorar o cenário, a utilização de fertilizantes, pesticidas, herbicidas e outros produtos tóxicos é responsável por onerar o sistema econômico. Sementes geneticamente modificadas custam muito mais caro e aumentam a dependência dos agricultores com empresas multinacionais e subsídios do governo. Além disso, doenças cardíacas, colesterol, câncer, acidente vascular cerebral, doença hepática e pressão arterial elevada estão relacionados com uma dieta nada saudável e são responsáveis por cerca de 60% das mortes só nos Estados Unidos! Ou seja, consumir produtos com agrotóxicos sobrecarrega o sistema público de saúde e consome recursos do Estado.
Agricultura orgânica e sem Agrotóxicos:

Certificação e legislação para alimentos orgânicos
Infelizmente ainda hoje os governos e a legislação priorizam a concessão de créditos e facilidades para a agricultura convencional, dificultando assim o trabalho dos agricultores que desejam produzir alimentos saudáveis e sem agrotóxicos.
Para piorar o panorama, no ano passado a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou Projeto de Lei que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos geneticamente modificados, como óleo de soja e fubá.
Felizmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso e manteve a exigência de rotulagem (http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/vitoria-stf-garante-rotulagem-de-qualquer-teor-de-transgenicos-fruto-de-aco-do-idec).
Enquanto isso, excessivos e caros controles são exigidos de quem deseja certificar o cultivo de alimentos sem agrotóxicos.
Isso porque no Brasil há legislação específica para certificar a produção de alimentos orgânicos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) gerencia e fiscaliza a Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) e você produtor pode solicitar o certificado.
A certificação voluntária requer que o produtor interessado, independente do seu porte (pequenos e médios produtores podem ter a certificação custeada por entidades parceiras do MAPA), siga um conjunto de normas técnicas específicas (NTE) auditadas nas propriedades rurais por certificadoras do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). A PI Brasil prioriza a capacitação de trabalhadores rurais, o manejo, a responsabilidade ambiental, a segurança alimentar e o trabalho e rastreabilidade, focando na “adequação de sistemas produtivos para geração de alimentos e outros produtos agropecuários de alta qualidade e seguros, mediante a aplicação de recursos naturais e regulação de mecanismos para a substituição de insumos poluentes, garantindo a sustentabilidade e viabilizando a rastreabilidade da produção agropecuária”.
Em 2015 o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos atingiu a marca de 11.478 produtores orgânicos certificados. De acordo com reportagem publicada no site do MAPA, em todo o país são realizadas “semanalmente mais de 600 feiras orgânicas”, o que explicaria o alto número de certificações.

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